Com a escrita me acuso, me delato e inocento... Com a imagem denuncio sem palavras e me culpo em silêncio...
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A Sétima Camada - Encerramento da Exposição

No dia 23, no encerramento da Exposição Amarte, e inspirado nas nossas obras, tivemos o privilégio de ver e sentir o olhar dos mais pequenos através dos seus desenhos. Uma experiência enriquecedora que cultiva a arte desde muito cedo. Parabéns às escolinhas, professores, pais e alunos e, por último, mas não menos importante, ao Espaço Bento Martins, através da Junta de Freguesia de Carnide.


Inauguração da Exposição "A Sétima Camada"

Vídeo com imagens sobre a inauguração da Exposição intitulada "A Sétima Camada" realizada no dia 01 de Maio de 2026, no Espaço Bento Martins, em Carnide. Uma exposição Coletiva que contou com obras de Artur Bual, Jaime Ferreira, Gracinda Candeias, Ana Mascarenhas, Ivone Gaipi, entre outros.




Brave Future - Evento de Angariação de Fundos

 


Evento de angariação de fundos da Brave Future, uma Instituição sem fins lucrativos que apoia a educação. A Brave Future tem como missão transformar a educação para capacitar comunidades carenciadas, perspetivando um mundo onde todas as crianças, independentemente das suas circunstâncias, tenham acesso a uma educação de elevada qualidade.


Brave Future

 


Temos o prazer de anunciar que a Celebração de Fim de Ano do Brave Future, na quarta-feira, 26 de novembro de 2025, contará com um Leilão de Arte especial, com 50% das receitas destinadas aos programas educativos do Brave Future. 🎨✨

O Brave Future é uma organização sem fins lucrativos dedicada à criação de oportunidades através da educação, capacitando os jovens de comunidades carenciadas para libertarem todo o seu potencial. Acreditamos que o acesso a uma educação de qualidade pode transformar vidas e construir futuros mais fortes e equitativos para todos.

Aponte na sua agenda: quarta-feira, 26 de novembro!

Uma das nossas artistas em destaque é a incrível Ana Mascarenhas, cujo trabalho capta com mestria o espírito da arte como força transformadora. Em breve, partilharemos um Catálogo de Arte com as obras da Ana e de outros artistas participantes.

Muito obrigado a todos por fazerem parte desta viagem e por se juntarem a nós em celebração, criatividade e impacto. O seu apoio significa realmente o mundo!

Mais informações em breve! 🧡

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We’re thrilled to announce that the Brave Future End-of-Year Celebration on Wednesday, November 26th, 2025 will feature a special Art Auction, with 50% of the proceeds supporting Brave Future’s educational programs. 🎨✨

Brave Future is a nonprofit dedicated to creating opportunities through education - empowering young people from underserved communities to unlock their full potential. We believe that access to quality education can transform lives and build stronger, more equitable futures for all.

Please mark your calendars - Wednesday, November 26th!

One of our featured artists is the incredible Ana Mascarenhas, whose work beautifully captures the spirit of art as a force for change. We’ll be sharing an Art Catalog soon, featuring Ana’s pieces and additional participating artists.

Thank you all so much for being part of this journey and for joining us in celebration, creativity, and impact. Your support truly means the world!

More information to follow! 🧡

Tertúlia Cultural do LiterArte - Bet on People

E hoje, nas Tertúlias Culturais LiterArte, a nostalgia tomou conta de mim. A pintura como refúgio de um mundo imundo, como forma de expressão e percepção do tempo em que vivemos, como vivemos e do tempo sem tempo para nós ou para os outros...afinal, ele passa sem licença pedir e nós entramos nele, não para ficar, apenas para partir...





III Encontro de Escritores Lusófonos

A convite da «EdiumEditores» estarei presente como oradora no evento "Encontro de Escritores Lusófonos"



A minha participação será na "Sala de Adultos", no dia 21 de Maio, pelas 16h30 no Centro de Exposições de Odivelas e Biblioteca Municipal D. Dinis
Terá como moderadora do debate Ana Jordão (Jornalista, RDP África)





CENTRO DE EXPOSIÇÕES DE ODIVELAS E BIBLIOTECA MUNICIPAL D. DINIS

III Encontro de Escritores Lusófonos

1. A literatura teve sempre grande destaque nas anteriores edições da Bienal de Culturas Lusófonas.
É por isso que nesta terceira edição (a 20, 21 e 22 de maio de 2011), voltará a haver um Encontro de Escritores Lusófonos. Será um encontro especial e imensamente alargado, durante três dias, onde haverá a passagem e presença de cerca de cinco dezenas de escritores oriundos de todos os cantos da lusofonia. Depois deste III Encontro de Escritores Lusófonos estamos certos de que Odivelas se tornará uma espécie de capital da literatura de língua portuguesa.

2.Teremos três dias de debates organizados por painéis, de apresentações à imprensa, de apresentações ao público e de algumas homenagens. Mas o convívio entre escritores de diferentes paragens, unidos pela mesma matriz cultural, ao nível da língua, será da maior relevância.
Um dos painéis em destaque será, precisamente, o que celebra aqueles escritores que vivendo fora dos países de língua oficial portuguesa, escrevem em português e, em alguns casos, são escritores bilingues, nomeadamente radicados na Europa.

3. Em 2011 celebram-se os 750 anos do nascimento de D. Dinis, o Rei-Poeta e Lavrador. O III Encontro de Escritores Lusófonos será uma das formas de prestarmos essa devida homenagem.
Aliás, não poderia haver melhor forma de a realizarmos.

4. Durante todo o Encontro de Escritores haverá apresentações de livros e contactos regulares com a imprensa. Os diferentes painéis decorrerão em circuito aberto, isto é, todo o encontro será franqueado ao público em geral.

5. Haverá momentos especiais com performances ao nível do canto, da música e da declamação.
Destaque para a fadista japonesa Yoko, a atriz e declamadora Paula Nunes e para o maestro e pianista do Teatro S. Carlos, Nuno Lopes.

Encontro de Escritores Lusófonos




Encontro de Escritores Lusófonos

A convite da «EdiumEditores» estarei presente como oradora no evento "Encontro de Escritores Lusófonos"

A minha participação será na "Sala de Adultos", no dia 21 de Maio pelas 16h30 no Centro de Exposições de Odivelas e Biblioteca Municipal D. Dinis
Terá como moderadora do debate Ana Jordão (Jornalista, RDP África)




Em anexo junto o programa do evento apenas para o dia 21, uma vez que o mesmo terá a duração de três dias (20,21 e 22)

Cumprimenta
Ana Mascarenhas




Encontro de Escritores Lusófonos
Programa
PROTEÇÃO AOS ESCRITORES:
ACTUALIDADE E EXPECTATIVAS FUTURAS; MISSÃO E IMPACTO DO PRÉMIO LITERÁRIO

Annabela Rita (Associação Portuguesa de Tradutores)
António Carlos Cortez (Crítico, Poeta, Prémio SPA/RTP)
José Jorge Letria (Sociedade Portuguesa de Autores)
Manuel Rui Monteiro (Angola)
Maria Elsa Rodrigues dos Santos (Sociedade de Língua Portuguesa)
Miguel Real (Critico Literário, Escritor)

Moderador: João Rosário (Jornalista da RTP)

Pausa para café 11.15/11.45

Momento cultural: Coro de Câmara do Conservatório de Música D. Dinis

Painel 6 11.45/13.00
A LITERATURA PORTUGUESA EM EXPANSÃO
Ângela Carrascalão (Timor)
Germano de Almeida (Cabo Verde)João Maimona (Angola)
Lucílio Manjate (Moçambique)
Luís Costa (Timor)
Olinda Beja (São Tomé e Príncipe)
Ondjaki (Angola)
Tony Tcheka (Guiné-Bissau)

Moderador: Mário Máximo (Escritor)


Almoço 13.30/15.00

APRESENTAÇÃO DE LIVROS 15.00/18.30
Sala de Adultos (início 15.00)
Carlota de Barros (Cabo Verde)
Gabriel Baguet Jr. (Angola)
José Hopffer Almada (Cabo Verde)

16:30 - Pausa para café



Ana Mascarenhas (Portugal)

Margarida Fonseca Santos (Portugal)
Olinda Beja (São Tomé e Príncipe)

Moderador: Ana Jordão (Jornalista, RDP África)

Sala Multimédia (início 15.30)
Arménio Vieira (Cabo Verde)
Luís Peixeira (Portugal)
Ozías Filho (Brasil)

16:30 - Pausa para café

Teolinda Gersão (Portugal)
Valentinous Velhinho (Cabo Verde)
Teobaldo Virgínio (Cabo Verde)

Moderador: Artur Lucena (Poeta, Jornalista Loures Magazine Odivelas)

SESSÃO DE AUTÓGRAFOS: ONDJAKI (ANGOLA) 17.00/18.30
20º ANIVERSÁRIO ARTILETRA 19.00/20.30

Fotos do Evento Escritores Lusófonos







Discurso Encontro Escritores Lusófonos



Discurso para o Evento
«Encontro Escritores Lusófonos»

 Boa tarde!

Apresento-me como sendo autora de dois livros publicados respectivamente em 2009 e 2010, ambos escritos em prosa poética e poesia narrativa.

«Louca Sensatez», título do primeiro livro retrata a sensualidade e o erotismo feminino.
«Em Carne Viva», título do segundo retrata os males da sociedade em que vivemos.

No próximo sábado, dia 28, irei lançar o terceiro livro, igualmente escrito em prosa poética e poesia narrativa. «Vazios da Escrita» é o seu nome e tem prefácio de Miguel Real. É um livro que acaba por ser a continuidade do segundo, pois, retrata o crescimento interior, como crescemos nesta sociedade?! O evento decorrerá pelas 18h30, no Hotel Real Palácio na Rua Tomás Ribeiro, em Lisboa, assim, fica desde já o meu convite, caso queiram comparecer, obviamente, ficar-vos-ei eternamente grata.

O meu percurso literário, embora tenha iniciado publicamente aos 40 anos, revela que o ser humano tem uma capacidade ilimitada de inovar, apreender e, porque não, esgotar o seu limite apenas na imaginação, isto porque, o limite, se assim o entendermos, está na nossa capacidade imaginativa, ou seja, podemos ser tudo de todas as maneiras…

Estou neste momento a desafiar-me num romance, pois os três livros agora citados são, como disse, escritos em prosa poética e poesia narrativa. Um romance que será diferente e único, pois retrata numa única pessoa situações que devem ser denunciadas por todos, como a mutilação genital, a violação, a lapidação, a barriga de aluguer, o tráfico de órgãos humanos, o rapto, as minas, o infanticídio feminino, enfim, todos os males que existem numa sociedade dita global.

Para vos dar a conhecer um pouco da minha escrita irei ler um texto de cada livro já editado.
O primeiro pertencente ao livro «Louca Sensatez» e intitula-se «Sabre» 







Ainda é noite, mas o dia já acordou, está frio e chove torrencialmente.
Despi-me de corpo e vesti a alma, fui buscar o Sabre e abri uma das portas que dá para o jardim.

A escuridão era iluminada pelo barulho de pequenas luzes que aqui e ali se escondiam na madrugada adentro.

A música soava na minha cabeça e de olhos fechados, caminhei em direcção à relva molhada.

Assim que coloquei o pé fora da alçada, sofri um arrepio de fazer colar-nos o corpo a uma fogueira, queimei-me com gelo quente e senti o frio borrifado pela chuva.

No Verão são rituais mais quentes e húmidos, contudo o gozo que me dá em praticar arte para a arte, estar nua sem ser vista, manter equilíbrios desequilibrados, é um prazer inesgotável que em mim habita e me aquece como o fogo que me atinge e me padece.

De Sabre na mão, coloquei-me em posição de equilíbrio, mantive uma silenciosa postura de rapidez atravessada pelo lento Sabre que saqueei e atingi sem foco, o que o vento fez questão de denunciar.
Um vento provocado pelo saque do arremesso do Sabre que a rapidez suavizou lentamente.

O gosto que tenho em desafiar o destino, é me imposto por mim e nem sei porquê, mas gosto de estar naturalmente escondida, protegida até, … dentro do meu espaço verde e que sei nunca me denunciar para o mundo. As posturas corporais acusadoras e de Sabre na mão, podem ser entendidas como ofensas e incompreendidas por terceiros.

Mas gosto, gosto mesmo de expor-me sem ser vista, de me denunciar, sem ser denunciada, de me acusar, sem ser acusada, de praticar, sem ser praticada, gosto apenas…de ter o poder de saber que me protejo das minhas denúncias e das minhas acusações, pois comigo tenho o Sabre que me inocentará com o fim de não ter fim.

Completamente extenuada pela frieza da chuva e aquecida pelos movimentos desequilibrados e, ainda de Sabre na mão deitei-me na relva ensopada de chuva e granizo, congelei-me até a dor me aquecer o corpo e inerte ficar.

Deixei-me estar deitada e adormecida.

O tempo clareou e eu levantei-me. Pé ante pé silenciada pelo nada, limpei cuidadosamente o Sabre e guardei-o em lugar oculto. Subi as escadas de madeira aquecidas pelo calor humano, denunciei-me através das pegadas molhadas que deixavam rastos de água agora aquecidas.

Abri a torneira e enchi a banheira, quebrei o silêncio e o mundo acordou. Eu… simplesmente já deitada na banheira cheia de espuma e de doces aromas, vesti o corpo e despi a alma, para parecer a mulher normal que qualquer mulher é.

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Como puderam ouvir, retrata a sensualidade da mulher num estado sensatamente louco…








O texto que agora vou ler pertence ao livro «Em Carne Viva» e, porque estamos num encontro Lusófono «Timor» é o seu título: 


Timor



Foi há 18 anos que me pariram.

Nasci à custa de cerca de 200 mil almas, naquele séquito inferno de consternação e mágoa, que por mim lutaram de modo a que a dor não se fizesse sentir, nesse parto que teimou em chacinar, mas vingou ao nascer. 

Da terra que não tem dono e do homem que não tem terra, quiseram em mim penetrar, fecundar-me até ao mais âmago da minha alma, matar-me para não nascer e apenas existir com cúmplices nomes de crueldade e vingança. 

Dei tudo de mim e de mim tudo tiraram, mas venci, mesmo que do nada tenham surgido almas espalhadas por campas não desejadas, renasci e agora vivo, em honra daqueles que por mim quedaram e, não em prol dos que em mim habitaram, com garras de guerra sem nome, por uma ambição desmedida e igualmente desumana.

Nasci, mas não cresci.

Estou ainda a amadurecer ideias e ideais, estou a parir novos feitos sem feitos, desta feita, com dor daqueles que ficaram, pela saudade dos que partiram. 

Surgi, como disse, com novos cúmplices, mas agora quererei apenas ser conivente com a honra e não com a desonra, quererei apenas partilhar e fecundar vidas com sede de brincar, brindar e brilhar por motivos vários e, por muitos e muitos anos, séculos até, mas sempre lembrando que foi no dia 12 de Novembro de 1981 que, em mim elegeram a luta pela independência que apenas aos 18 se tem, mas não se vive, porque o amadurecimento dessa vida, vai longe, e apenas cresce com a dor que nos desafia.

Sei ser igual dor para muitos, como fui para aquelas almas que por mim cederam, mas sei que muitos há que por mim lutarão, apenas por acreditarem que eu posso viver em harmonia, com nome de democracia não camuflada e apenas desnudada.

Timor, terra virgem que já foi desbravada, terra fértil que já foi fecundada e, agora renascida de almas vivas, porque nelas serão lembradas uma data que nunca foi data mas, agora é data da memória com dor.

A Vós almas, desumanamente e cruelmente chacinadas, que por mim sofreram, em cruzes de Cristo e jazigos ossários, num cemitério onde a paz um dia reinou, mas nessa hora apenas matou.

A Vós almas, 18 anos depois, Vos suplico que deis nome a outras almas, desta feita, vivas e humanas, para que eu possa crescer e não apenas ficar, como que se toda a Vossa luta tivesse sido em vão, e de nada valeu terem-me oferecido o que de mais precioso temos, a vida, a nossa vida, a terra, a nossa terra, a alma, a nossa alma e a honra, a nossa honra, mas sempre sem desonra. 





Obrigada!

Ana Mascarenhas
Odivelas, 21 de Maio de 2011