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Sessão de Autógrafos do Livro "Os Limites do mal..."








Sessão de Autógrafos do Lançamento do Livro "Os Limites do mal..."
FNAC Vasco da Gama - 23.04.16

Sessão de Lançamento do Livro "Os Limites do mal..." por Cátia Arnaut


Apresentação do Livro "Os Limites do mal..." por Cátia Arnaut
FNAC Vasco da Gama - 23 de Abril de 2016

Sessão de Lançamento do Livro "Os Limites do mal..."

FNAC - Vasco da Gama - 23.04.16

Discurso de Apresentação do Livro "Os Limites do mal..." na FNAC



O caminho das pedras faz-se lenta e silenciosamente. Um caminho doloroso, mas necessário.
As separações não são fáceis, deixam sequelas, mas, há sequelas e sequelas, há as sequelas que o tempo apaga e as sequelas que o tempo insiste em reescrever.

Eu decidi não permitir que sequela alguma em mim habite.

Não gosto do processo de vitimização e abomino solenemente quem se aproveita deste processo para conseguir atingir os seus fins. Gosto de pessoas lutadoras, que se empenham em atingir os seus objetivos sem magoar terceiros. Gosto de pessoas que virem a página, de pessoas que não impeçam os outros de ser felizes, porque fazer da infelicidade alheia uma missão, não é senão o espelho da sua própria infelicidade, e isto não é fácil de ver ou até de reconhecer.
E este livro é o testemunho de como o mal não tem limites, que tudo se faz e diz sem consequências maiores… a imposição de um outro ser e a vitimização são alguns dos ingredientes que pautam este livro.

Não quero nem sou vitima de nada a não ser de mim própria.

Eu faço o meu caminho, eu pago pelos meus erros, mas também pago pelas minhas vitórias e conquitas… não faço dos outros bodes expiatórios, nem imponho a minha presença a ninguém, não obrigo ninguém a me amar ou odiar, mas obrigo-me a mim mesma a ser quem eu sou, a ser leal para comigo mesma, a ser leal para com os meus sentimentos e princípios. Por isso, hoje estou aqui, denunciando-me sem pudor, sem medos ou receios, porque Vida só tenho uma e é nela que eu quero habitar sem qualquer tipo de preconceito, temor ou pavor.

Aprendi a Viver a Vida com intensidade, a registar todos os momentos, aprendi que a Vida é demasiado preciosa para permitir que a tristeza e o ódio habitem nela.
Aprendi a valorizar cada momento meu, aprendi a valorizar-me e decidi que jamais ser algum me voltará a tratar mal…

Aprendi a gostar de Mim.
Obrigada!


Ana Mascarenhas


Ana Mascarenhas na RDS Lisboa

Ana Mascarenhas esteve na RDS Lisboa para falar sobre o seu próximo Livro "Os Limites do Mal".





No decorrer da conversa entre quem é a Ana Mascarenhas como Mulher e o que faz em Angola, Ana Mascarenhas leu um poema de sua autoria intitulado "Sou Lisboa!"


Sou cidadã do mundo!
Mas hoje choro!

Choro porque sei irei em breve deixar novamente a minha Lisboa

Lisboa que me viu nascer
Lisboa que me viu crescer
Lisboa que me viu florescer
Lisboa que me viu amar
Lisboa que me viu parir
Mas, também, Lisboa que me viu morrer

Hoje choro!
Choro por deixar a minha Lisboa da forma como tenho que deixar
Choro por deixar a minha Lisboa que tanto Amo
Choro por deixar a minha Lisboa, a minha história, a minha Vida, também

Sou cidadã do Mundo!
Aprendi a sê-lo!
E não deixo de Amar cada canto por onde passo
Cada recanto por onde ando
Cada pessoa que trespasso
Cada cultura que aprendo
Mas acima de tudo não deixo de Amar também a Minha Lisboa

A terra que me viu nascer, aquela em que me mataram a Alma
Mas também aquela em que dela faço a Fénix renascida das cinzas

Sou cidadã do Mundo!
Aprendi a sê-lo!
Mas acima de tudo sou Lisboa!


Ana Mascarenhas





A Equipa
Sandra Brazinha e Carlos Pinto Costa



Ana Mascarenhas na RDS RADIO 87.6 FM



Os Limites do mal…

Este livro retrata a vida de uma mulher casada, mãe de dois filhos e, que um dia se apaixonou pela vida. Apaixonou-se de tal modo pela vida que quis segui-la de acordo com os seus princípios, sendo leal a si mesma, mas, ao tomar essa decisão, criou danos colaterais e cruelmente foi julgada de uma forma tão acutilante quanto agoniante, quer pelo marido, quer pelos próprios filhos.

É um livro escrito na primeira pessoa, identidade que a autora já nos habituou, refletindo um passado presente, mas com a certeza, porém, de que o futuro sendo incerto é tão certo como a morte.

Ana Mascarenhas nasceu em Lisboa no dia 28 de Julho de 1969. Trabalha há mais de 20 anos na área das Tecnologias de Informação e Comunicação. Empreendedora na área da gestão hoteleira abraçou um projeto ao qual dedicou, também, parte do seu tempo. No entanto, a sua formação académica pauta-se pela área das Letras. Licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos e Minor em Estudos Literários e Artísticos e com uma Pós-Graduação em Gestão de Empresas dedica-se, igualmente, à escrita, leitura e agora muito recentemente, também à fotografia.

Na década de 90 participou ativamente para a já extinta revista “Cérebro, escrevendo artigos sobre Software de Gestão.

Ana Mascarenhas foi à RDS Lisboa, no dia 11 de Setembro, 6ª feira entre as 16 e as 17 horas, falar sobre o seu amor pela escrita e sobre o seu próximo livro "Os Limites do Mal", e também pela sua paixão pela fotografia.
Pode ouvir em 87.6 FM ou em  www.rds.pt

Palavras Prévias - Os Limites do mal...





Este livro retrata a vida de uma mulher casada, mãe de dois filhos e, que um dia se apaixonou pela vida. Apaixonou-se de tal modo pela vida que quis segui-la de acordo com os seus princípios, sendo leal a si mesma, mas, ao tomar essa decisão, criou danos colaterais e cruelmente foi julgada de uma forma tão acutilante quanto agoniante, quer pelo marido, quer pelos próprios filhos.

É um livro escrito na primeira pessoa, identidade que a autora já nos habituou, refletindo um passado presente, mas com a certeza, porém, de que o futuro sendo incerto é tão certo como a morte.

Este livro, aliás, na sequência do último, "Silêncio Denunciado" é um grito de alerta para todas as mulheres que sofrem de violência doméstica. De salientar que a violência doméstica não se prende apenas e só com o ato físico em si, prende-se também com a violência emocional que mais não é do que a sequência e consequência da violência física.

Não é um livro fácil de escrever, até porque tenho que (re)visitar memórias ainda frescas que continuam a magoar quem escreve e quem lê... quem as viveu já nada sente, tal foi e é a dor que conseguiu anestesiar todo e qualquer sentimento, incluindo, matar a capacidade de voltar a  Amar...

[...]

Coloquei as chaves à porta. Tinha acabado de fazer uma viagem de cerca de 7 horas. Estava cansada, apenas queria tomar um banho e ir tratar de toda a papelada que necessitava de tratar para depois descansar. Mal entro vejo-o sentado, com aquele ar carrancudo, com ar de poucos amigos. Depois da minha mãe sair, porque foi ela que me foi buscar ao aeroporto, tentei cumprimentá-lo, mas em vão. Dirijo-me à sala de jantar e vejo a mesma cheia de álbuns fotográficos, cheia de coisas em cima da mesa. Questionei o porquê de tamanha desarrumação e enquanto questionava dirigia-me para junto dele. Foi então que do nada senti um soco seguido de estalos, murros, derrubando-me por completo no chão. Sem perceber ao certo o que se estava a passar, tentei defender-me ao máximo da força bruta que pairava em cima de mim, tentava proteger a cara dos murros, mas eles encontraram outras partes do corpo, o pescoço, as mãos, os braços, as pernas, as costas… tudo. Tentei escapar e da boca só me saía, amo-te, para, amo-te… nunca te fiz mal, eu amo-te, para. Numa das minhas tentativas de fuga consegui fugir para a rua e gritei o mais que pude por socorro. Veio uma vizinha em meu auxílio, mas ele apenas dizia que eu estava louca, para não ligar que eu estava louca e precisava de ser medicada. Supliquei por tudo, para ela não me abandonar, pedi-lhe ajuda, socorro, implorei que não me deixasse ali, que não me abandonasse. Ela veio junto a mim e levou-me para dentro do seu carro. Foi a minha salvação!

Não parei de pedir desculpa. Desculpava-me por tudo o que estava a fazer passar a uma pessoa que mal conhecia, a minha vizinha. Sentia-me envergonhada, completamente humilhada, sentia-me perdida e sem saber o que fazer, o que pensar.

A meu pedido, a minha vizinha deixou-me num centro comercial, um local onde estivesse muita gente, porque entretanto e através do telefone da minha vizinha telefonei para a minha mãe, para ela ir ter comigo. Fiquei sem telefone, ele foi literalmente esmagado nas minhas mãos e depois atirado para o chão.

Mal entrei no centro comercial senti-me diferente, tudo me era estranho, a vida em si tinha desabado e nem ela fazia sentido, não consegui olhar ninguém de frente, tal era a vergonha, tal era o medo que soubessem que eu, uma mulher independente, do século XXI, levou uma tareia e nem sequer se soube defender, por isso, envergonhei-me de tal ato, por ser tão independente numas coisa e tão dependente noutras, a proteção da família a qualquer preço. [...]

Ana Mascarenhas